sexta-feira, 8 de agosto de 2008

E-books inauguram nova era na leitura

Fabricantes querem tornar livro eletrônico uma opção para vender jornais, romances ou revistas
Quando os chineses inventaram o papel, há milhares de anos, não poderiam imaginar que a sua criação seria o suporte em que todo o conhecimento da humanidade seria registrado. Mas hoje, a indústria de informática está mudando essa história. Os fabricantes de e-books - livros eletrônicos que podem ser lidos em computadores de mesa, micros de mão (handhelds) ou aparelhos específicos - apostam que suas invenções se tornarão o meio preferido para o ser humano ler romances, notícias em jornais e revistas ou consultar dados de referência.Razões para tanto otimismo não faltam.
Os e-books, apesar de oferecerem vantagens reais em relação aos livros - tais como permitir buscas por palavras-chave, ajustar o tamanho das letras para facilitar a leitura, e copiar um número ilimitado de livros gratuitos, de bibliotecas virtuais -, ainda não conseguiram superar as resistências dos leitores por dois motivos principais: o desconforto de ler textos em um computador e a baixa resolução das telas. Mas os fabricantes de e-books trabalharam rápido para superar esses problemas.
Os aparelhos disponíveis hoje têm peso e tamanho iguais aos de livros, guardam dezenas de títulos em suas memórias e têm telas de alta resolução.Além disso, vários softwares usados para a leitura de e-books criam espaços para anotações do usuário nas margens, permitem a inserção de marcadores de página ou mesmo salientar trechos da obra.E, se tudo isso não bastar, há aparelhos que vêm com dicionários embutidos, permitem o cruzamento de dados entre publicações e até lêem o texto em voz alta para o usuário. Mas a principal vantagem desse novo meio é a diversidade de títulos para download.
Quase todos são gratuitos ou vendidos por um baixo preço, já que na Internet não há os custos de impressão, distribuição, armazenamento e venda.Então, o e-book acabará com o papel? Dificilmente. O gosto de folhear um livro continuará a fascinar milhões de pessoas. Mas o papel será apenas um entre os várias meios para o ser humano ler e registrar a sua história.

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